domingo, 17 de junho de 2007

Proteína inibe infecção pelo HIV

Da EFE
Uma equipe do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha identificou uma nova proteína terapêutica que poderá ajudar a evitar que as células sejam infectadas pelo vírus da Aids.

O CSIC disse que a descoberta, publicada na última edição da revista "Nature Cell Biology", representa um "avanço conceitual" importante para entender as fases iniciais da infecção pelo vírus HIV e para identificar novas proteínas que ajudem a combater a Aids. O diretor do estudo, Santos Mañes, disse que os cientistas "encontraram uma proteína que se liga aos receptores que usam o vírus para entrar nas células" e infectá-las.

"Cada uma das células do organismo possui um esqueleto, o citoesqueleto, que define sua forma e fornece o suporte interno necessário para que funcione", disse Mañes. "Diante de qualquer estímulo externo, como uma tentativa de infecção, o citoesqueleto reage se reorganizando mediante um complexo sistema no qual possuem um papel essencial um determinado tipo de enzimas, as Rho GTPases", acrescentou.

Em trabalhos anteriores, a equipe do CSIC, que investiga há mais de uma década o processo de infecção pelo HIV, havia determinado que o vírus da Aids precisa ativar uma das enzimas citadas, a RHO-A, para invadir a célula e infectá-la.

O trabalho inicial permitiu chegar à nova proteína, já que "a equipe tentou analisar como a RHO-A é ativada quando o vírus se liga à célula, e esse caminho nos levou até uma proteína de união do citoesqueleto, a filamina A", disse Mañes.

Os pesquisadores do CSIC descobriram que a proteína, em caso de infecção, une os receptores do vírus com o citoesqueleto da célula e, ao mesmo tempo, ativa a enzima RHO-A. Segundo Mañes, "o sucesso que o vírus da Aids tem em infectar as células do sistema imunológico, os linfócitos T, possivelmente está no mecanismo descrito neste estudo".

A partir das informações obtidas neste e em trabalhos anteriores, os cientistas acreditam que o HIV se apropria do mecanismo fisiológico que ativa as células de defesa do organismo do ser humano, os linfócitos T, para invadi-las e destruí-las.

O processo depende da função da filamina A que, quando interage com os receptores do vírus, dá início a um processo de recolocação de receptores que é muito semelhante ao que ocorre na ativação dos linfócitos T.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Gestante a bordo





Texto: Adriana Bernardino



Fotos: Stock.xchng e Viviane Cezar




Há muitos mitos que rondam a gravidez. O mais comum é a imagem de impotente que se faz da gestante. O engano gera restrições e fantasias que podem impedi-la de viver plenamente esse momento singular. Mas será que gravidez e direção combinam? “Sim, desde que tomados alguns cuidados simples”, garante o ginecologista e obstetra Nilson Abrão Szylit.

O primeiro cuidado a ser tomado é quanto ao uso do cinto de segurança. Embora muitas mulheres pensem que sua utilização seja perigosa ou prejudicial ao feto, é a utilização correta desse dispositivo de segurança que garante sua proteção. De acordo com o Projeto Diretrizes – Uso do Cinto de Segurança Durante a Gravidez, realizado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, muitas mulheres ignoram a forma correta, o posicionamento e as exigências legais da utilização do cinto de segurança.“Razões alegadas para o não uso do cinto de segurança durante a gravidez incluem o desconforto, medo de prejudicar o feto, esquecimento ou falta de uso habitual. E muitas das gestantes não o utilizam adequadamente para ter proteção máxima”, diz Alberto Sabbag, médico da Abramet.A secretária executiva Renata Brandli, grávida de sete meses, conta que não sente qualquer incômodo ao dirigir. “Utilizo o cinto de forma que não pressione a barriga. Sofri um acidente leve nos primeiros meses de gravidez e sei o quanto seu uso é importante. Qualquer batidinha pode ser muito perigosa”, diz.Entre as complicações mais comuns em acidentes envolvendo grávidas que não utilizam ou utilizam erroneamente o cinto de segurança estão o descolamento prematuro de placenta, traumas abdominais e choques hemorrágicos. “Mulheres grávidas que não usam cinto de segurança, quando envolvidas em acidentes de trânsito, apresentam maior probabilidade de gerar filhos com baixo peso ao nascimento e partos 48 horas após o acidente do que aquelas que fazem o uso apropriado do mesmo”, alerta Sabbag.Uso correto do cinto de segurançaAo volante ou no banco do passageiro, isso vale também para o banco de trás, as principais orientações para a gestante são:· Não abra mão do cinto de segurança de três pontos ainda que seja para trafegar em uma distância curta.· A faixa subabdominal do cinto deve ser encaixada abaixo da saliência abdominal, o mais baixo possível.· A faixa diagonal deve cruzar o ombro e ficar entre as mamas.Proibido· Nunca ocupe um assento que tenha o cinto de dois pontos (geralmente os traseiros).· Nunca deixe a faixa diagonal do cinto sobre o útero.· Nunca coloque a faixa superior do cinto por trás do tórax, nem sob o braço ou axila.· Nunca sente sobre a faixa subabdominal para utilizar apenas a faixa diagonal.Se o veículo tiver sistema de airbag, a grávida deverá afastar o banco para trás o máximo possível, mesmo que esteja no banco do passageiro. Em carros que permitem o desligamento do airbag do passageiro, isso não deve ser feito sob nenhuma hipótese no transporte de uma gestante. Além do cinto de segurança, há outras medidas que as gestantes devem adotar para uma direção segura. “Elas devem redobrar a atenção e adotar uma direção defensiva. Nada de velocidade ou tomar remédio para enjôo e dirigir, pois eles dão sono”, orienta Szylit (leia mais sobre remédios proibidos para quem dirige aqui).Para as que vão ficar mais tempo no carro, seja por causa de trânsito ou viagem, o médico orienta sobre a alimentação e a movimentação necessárias. “Deve-se comer pouco e várias vezes ao dia. Dirigir mal-alimentada pode gerar queda de pressão. Nas viagens, é importante a grávida parar a cada 40 minutos e movimentar as pernas, além de utilizar meias elásticas”, aconselha o obstetra. “Se a mulher sentir qualquer secreção ou líquido, não deve ficar apavorada. Em vez disso, deve estacionar o carro com calma e tomar as medidas necessárias”, conclui Szylit.Garantindo o bem-estarEstudo realizado por cientistas da Universidade Bristol diz que as mães estressadas geram filhos ansiosos, já que os hormônios produzidos pelo estresse podem atravessar a placenta.Por isso, vale a pena adotar algumas práticas para evitar o estresse, dores e desconforto no trânsito, garantindo assim o bem-estar da mãe e do bebê.Uma boa dica para reduzir a dor e o medo é, segundo projeto do cientista austríaco Guenther Bernatzky, da Universidade de Salzburgo, ouvir música clássica. Segundo pesquisa de Bernatzky, esse tipo de música pode reduzir a dor, especialmente a de origem reumática.Fazer automassagem enquanto espera a fila de carros andar também é um ótimo recurso. Com o apoio de óleo, creme ou gel, faça movimentos leves e circulares (em sentido horário) no abdômen. Além de fazer carinho em você e no bebê, sua pele ficará hidratada.

CURIOSIDADE NO TRÂNSITO DO MUNDO


O primeiro semáfaro do mundo foi instalado em Boston, nos Estados Unidos, em 1840;
O primeiro atropelamento com morte ocorreu em 7 de agosto de 1896, na Inglaterra;
A Semana Nacional do Trânsito é comemorada, anualmente, entre os dias 18 e 25 de setembro;
O Dia Nacional da Paz no Trânsito e o Dia do Motorista, são comemorados anualmente, em 25 de julho;
Bater o carro a 60 Km/h, é como cair de um prédio de quatro andares. A 80 Km/h, o impacto equivale a uma queda livre de 25 metros. Mesmo a 20 Km/h, o impacto equivale a uma força superior até 15 vezes o peso da pessoa;
Pisar na embreagem antes do freio é um crime contra o seu veículo. Deixa o carro completamente solto, propício a acidentes e ainda reduz em 60% a vida útil do freio do veículo, e tem um custo de manutenção de R$ 100, em média;
Dirigir com o pé esquerdo apoiado na embreagem tem um custo de R$ 300, em média, para reposição da peça e mão-de-obra;
Pessoas que passam o dia todo no trânsito, inalam mais monóxido de carbono que um fumante;
Com a globalização, o intervalo de tempo entre o lançamento de um automóvel na Europa e no Brasil hoje não chega a seis meses. Em épocas não muito distantes, essa defasagem chegava a ser de até cinco anos;
A lombada eletrônica foi inventada pelos irmãos Schause: Donald, Samuel e Walter. Eles são brasileiros;
A primeira lombada eletrônica do Brasil foi instalada em Curitiba, em 20 de agosto de 1922.
Fonte: Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN

Direção Defensiva

Você sabe o que é isso?
Direção defensiva é dirigir com objetivo de prevenir acidentes, atento às ações incorretas de outros motoristas e das possíveis condições adversas da pista e do tempo. Trata-se da prática de dirigir com segurança, reduzindo a possibilidade de ser envolvido em acidentes de trânsito.
Dicas Para Um Bom Motorista
Conheça as leis do trânsito
Use sempre cinto de segurança
Conheça detalhadamente o veículo
Mantenha seu veículo sempre em boas condições de funcionamento
Faça a previsão da possibilidade de acidentes e seja capaz de evitá-los
Tome decisões corretas com rapidez nas situações de perigo
Não aceite desafios e provocações
Não dirija cansado, sob efeito de álcool e drogas
Veja e seja visto
Não abuse de auto-confiança para não colocar a sua vida e nem a de outros em risco

Principais Causas de Acidentes

Dirigir sob efeito de álcool e substâncias entorpecentes,
Trafegar em velocidade inadequada,
Inexperiência e falta de conhecimento,
Falta de atenção e falha de observação.

Não Dirija Se...
... Não estiver em boas condições físicas e psicológicas, sofrendo de fadiga, sonolência ou após ingerir bebidas alcóolicas ou substâncias entorpecentes.
Álcool e Drogas
Metade das mortes no trânsito envolvem motoristas embriagados. Mesmo em pequenas doses, o álcool prejudica a percepção de velocidade e distância, pode causar dupla visão e incapacidade de coordenação. A pessoa alcoolizada tende também a fixas os olhos em movimento e não consegue observar tudo o que acontece no trânsito.
Algumas drogas para tirar o sono podem fazer o condutor dormir de olhos abertos.
É importante que fabricantes e comerciantes estejam juntos com a sociedade na luta contra o álcool nas estradas.

Excesso de Velocidade

No Rio de Janeiro 41% dos acidentes são causados por excesso de velocidade. É o Estado onde essas infrações são mais freqüentes, seguidos de São Paulo (28%) e Brasília (21%).
Os atropelamentos são responsáveis por 36% das mortes nas estradas brasileiras. O pedestre só tem chance de sobreviver se o veículo estiver a 30 km/h. Se o motorista estiver a 40 km/h, a chance de óbito vai para 15%. A 60 km/h, a chance de morte cresce assustadoramente, vai para 70%. E, caso o pedestre seja apanhado a 80 km/h, provavelmente não terá qualquer chance de sobreviver.
64% dos acidentes são causados por falhas humanas.
30% tem origem em problemas mecânicos.
Apenas 6% são conseqüência de má conservação de via.

Alto Custo para o País

O Brasil tem prejuízo anual de R$ 105 milhões com acidentes de trânsito. São custos com perdas em produção, custos médicos, previdência social, custos legais, perdas materiais, despesas com seguro e custos com emergências entre outros.